quarta-feira, agosto 20, 2003

A areia de David

Em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, a embaixada de Israel em Paris pediu a Serge Gainsbourg uma espécie de estímulo para a ocasião. Gainsbourg compôs, gravou e ofereceu «Le Sable et le Soldat». Talvez graças à rapidez com que se arrasaram as «temíveis forças» de Nasser, a canção não foi aproveitada e permaneceu desconhecida até 2002, quando as rádios a transmitiram pela primeira vez. Hoje, que eu saiba, continua inédita no que toca a edições oficiais (eu envio por mail aos interessados), e não é nenhuma obra-prima. Mas, em hora igualmente difícil, sempre funciona como um hino da resistência à barbárie:

Oui, je défendrai le sable d'Israël,
La terre d'Israël, les enfants d'Israël;
Quitte à mourir pour le sable d'Israël,
La terre d'Israël, les enfants d'Israël;

Je défendrai contre tout ennemi,
Le sable et la terre, qui m'étaient promis

Je défendrai le sable d'Israël,
Les villes d'Israël, le pays d'Israël;
Quitte à mourir pour le sable d'Israël,
Les villes d'Israël, le pays d'Israël;

Tous les Goliaths venus des pyramides,
Reculeront devant l'étoile de David.