terça-feira, agosto 05, 2003

Fita amarela, Rosa vermelho

Pacheco Pereira cita uma espécie de epitáfio que João Pulido Valente terá deixado. O pequeno texto é, de facto, notável e, no seu género, pouco frequente entre nós. Tem, ainda, uma curiosidade adicional (que não sei se JPP saberá): a frase «Quando eu morrer não quero choro nem velas, quero uma fita amarela, gravada com o nome dela: Liberdade» foi retirada de um velhíssimo samba de Noel Rosa, discutivelmente o maior compositor brasileiro. Justamente «Fita Amarela», de 1933, composta 4 anos antes da morte prematura do autor, aos 25. Só que, na canção, «velas» está no singular, para efeitos de rima, e a «Liberdade» não existe. A musa de Noel era outra, decerto mais palpável.