sábado, agosto 09, 2003

A «França», e a França

Não julgo que o recente post do Abrupto seja um reparo a um dos meus. De qualquer modo, também faço notar que «a última coisa que quero dizer é que tudo que é francês é mau e o resto bom.» Falo da cultura, em sentido lato: não houve decerto escritor que me marcasse mais do que Camus (sim, incluindo os Carnets, que JPP elegeu como pioneiros dos blogues). E guardo, na música popular e no cinema franceses, inúmeras «referências» ou, se a palavra não estiver viciada, heróis.
Sucede que nenhum foi estalinista. Não que eu tenha preconceitos a respeito: os estalinistas, empenhados de outrora, dissimulados de hoje, é que sempre os tiveram. Quando a arte e o pensamento se resumem à normativa partidária, torna-se difícil pronunciá-los sem aspas.