quarta-feira, agosto 20, 2003

O espólio dos derrotados

Puebla de Sanabria, Espanha. Simpático até mais não, o dono de uma adega informa-me que os vinhos portugueses merecem pouca ou nenhuma consideração naquelas bandas. Como usa suceder em ocasiões assim, sinto uma comichão na ossada pátria e preparo-me para atirar sobre Castela todo o ancestral engenho lusitano. Como usa suceder em ocasiões assim, páro um instante para pensar e perco a batalha por falta de comparência. No caso, encolhi os ombros, murmurei um disparate qualquer sobre variações de qualidade, estendi uma nota de vinte e saí cá para fora com meia dúzia de garrafas de Toro, o espólio possível.