sábado, setembro 13, 2003

E obrigadinho pela escova

Certa esquerda, coitada, tem paciência de santo. Sucede que a beatitude termina exactamente onde as praias de Cuba começam. Mal tocamos em Fidel - e, por arrasto, na memória do «Che», o novo ícone das feiras e romarias portuguesas -, a malta abespinha-se. Comparar Cuba ao Chile? É pecado. Fidel a Pinochet? Demagogia de «fachos». Sobre o postzito que dediquei ao tema, gostei sobretudo da reacção desta rapaziada, que fingiu não perceber o respectivo sentido para assim melhor me insultar.
Calma, pessoal: vocês sabem que eu sei que vocês sabem que eu não acho as ditaduras de esquerda «preferíveis» (?) às de direita. Apenas disse, e repito, que nos casos cubano e chileno, o primeiro cumpriu (e continua a cumprir) de modo muito mais eficaz os objectivos de um regime totalitário. De resto, aguardo evidências, com base em estatísticas sérias e não em lendas, de até que ponto «a assistência médica, o nível de literacia, a garantia dos (sic) nível de vida minimamente condigno e outros pormenores sem relevância» são tão superiores em Cuba. Não tenham pressa: embora «facho», também sou paciente.