segunda-feira, setembro 15, 2003

Ofender não ofende?

Não tenho nem nunca tive o mínimo interesse pelo «caso» de Olivença. Tanto nas crónicas do CM como aqui no blogue já ocasionalmente brinquei com Olivença e com o respectivo Grupo de Amigos de um modo que, de acordo com padrões medianos de sensibilidade, não será exagerado considerar ofensivo. É por isso que estranhei receber o seguinte mail:

«Caro Sr. Alberto Gonçalves

Li o post que, a propósito dos «Amigos de Olivença», publicou no «Homem a Dias» (infra).
O endereço electrónico albertog@netcabo.pt foi colocado na «lista de correio» do GAO por mim, coisa que me atrevi a fazer após conhecer as suas crónicas - nomeadamente no CM - e por admitir que teria alguma curiosidade - meramente intelectual, claro - pelas modestamente «copiosas» iniciativas do GAO.
O Sr. considera tal facto como sendo efeito de uma «ideia» (?) causada (como «represália»?) pela crónica que publicou «há meses» no CM. Está equivocado: o GAO não ficou - nem tinha que ficar - incomodado por tal crónica (eu, pessoalmente, apreciei-a).
Mas está no seu direito de não querer ouvir falar «de Olivença».
O que me deixa admirado: tinha para mim que o conhecimento de outras experiências, testemunhos e entendimentos - muito mais sobre o «caso de Olivença» que, há-de concordar, não deixa de suscitar uma leitura pouco benévola de «Portugal e a sua circunstância» - teria para si, enquanto comentador da realidade portuguesa, algum interesse.
Não é assim? que importa! não será por isso que deixarei de ler e tentar conhecer o seu testemunho e entendimento, no Homem a Dias ou no Correio da Manhã.

Com os melhores cumprimentos,
António Marques

PS: respondo-lhe pelo meu e-mail pessoal já que a razão de ser deste esclarecimento nada tem a ver com o GAO (de que sou, actualmente, presidente da Direcção. Pode conhecer mais em: www.olivenca.org ).»

Insisto: não me converti à causa. Mas perante tamanhos «fair play», decência e educação, o que me resta além deste impertinente embaraço? Há circunstâncias em que apetece mais um insulto que um afago.