quinta-feira, outubro 09, 2003

C'était au temps où Bruxelles chantait

Como o Terras do Nunca tem recordado aos párias com pertinente insistência, completa-se hoje um quarto de século sobre a morte de Jacques Brel. Há alguns «songwriters» ou intérpretes de música popular cujos discos prefiro: Cohen, João Gilberto e Gainsbourg. Não há ninguém que eu gostasse mais de ter visto em concerto do que Brel. Que me perdoem os devotos dos álbuns (aliás sublimes): Brel é tanto para ser ouvido como contemplado. Não devido às lendas do suor e dos quilos que ele abandonava em palco, mas porque era no palco que, por definição e essência, as suas canções aconteciam em absoluto, inseparáveis do rosto e do corpo que, no sentido literal, as representava. Lugar-comum? A frase anterior, com certeza, para sermos gentis; o facto, não, como se comprova nos filmes que misericordiosamente existem.
Não sei acrescentar muito mais ao que JMF já escreveu. A título de inventário dispensável, digo só que as «minhas» canções do Brel são «Bruxelles» e «Le Moribond» (e as outras, senhor?), e que o DVD (uma caixa de três que promete o céu) encontra-se disponível desde o início do mês. Eu encomendei-o aqui, e venho insultando os correios com assíduo fulgor.

P.S. Entre os produtores, consumidores e amadores da blogosfera, há alguma testemunha de um espectáculo do Brel? É que nunca conheci criatura assim abençoada, e gostaria imenso de escutar o relato da epifania.