sexta-feira, outubro 31, 2003

Hard «Time»

Se o clima permitir e as hordas de correspondentes internacionais não entupirem as estradas, hoje passarei por Bragança. Há dois meses que lá não vou, o que nos tempos que correm, é imenso. Entretanto, muito deve ter mudado. Conto encontrar uma cidade deprimida, entregue às garras da prostituição organizada. Uma cidade em que as indígenas se vêem silenciadas por imigrantes cariocas, juntas na praça da Sé a esganiçar axé music e pagode barato. Uma cidade em que os cavalheiros abandonaram os respectivos deveres, no campo e nos serviços de ordem vária, e se entregaram a uma existência lasciva. E depois? Desde que ainda haja arroz de lebre no Solar Bragançano, quero que a depressão se quilhe.