segunda-feira, outubro 27, 2003

Talvez Weber

O Pedro Mexia pergunta:

«Pessoalmente, nada me dá menos tusa do que uma referência à sociologia. (...) Mas haverá quem considera sexy a sociologia, e uma socióloga?»

Eu convivi cinco anos com o género, ainda que em fase formativa, e posso responder com propriedade às questões: fora de centros de reabilitação ou gabinetes universitários, não deve haver ninguém.
A sociologia como, digamos, ‘ciência’, é uma obsessão permanente com ‘regularidades’ colectivas e fenómenos ‘totais’. Ou seja: as luminárias do género preocuparam-se tanto em levar para a cama, no mínimo, uma amostra representativa de quatro estratos sociais, à conta de estudo comparativo, que invariavelmente terminavam na mão, ou na criada (sobre a qual consta que, na velhice, Marx terá recordado com doçura: «Sempre lucrei alguma coisa com essa relação. Foi produtiva... Enfim, mais valia a moça do que nada.»)
No que toca, salvo seja, às sociólogas, não perturbando a regra lembro-me de duas excepções. Uma é do foro privado; a outra é a prof. Maria Carrilho, sem uns anitos em cima, sem trocadilhos e sem compêndios nas imediações.