quarta-feira, novembro 05, 2003

Censo transmontano

Mesmo que curta e precária, aqui vai uma primeira contagem dos blogueiros transmontanos, incluindo, sempre que se justifique, os comentários dos próprios. E os outros, têm vergonha, é?


Ricardo Ruano Pinto (Hipatia)

«Não sei se lhe serve para a estatística, mas aqui no Hipatia, o RRP (Ricardo Ruano Pinto - moi même) é 100% Mogadourense.»


Américo de Sousa (Retórica e Persuasão)

«Serei um oriundo parcial? Nasci no Marco de Canavezes mas nunca lá morei sequer 1/4 do tempo que vivi em Alijó: 2 anos. Bem sei que foi dos meus 5 aos 7 anos de idade, mas de nenhum outro lugar onde residi (e foram vários, espalhados pelo país) conservo hoje recordações tão nítidas como da minha infância em Alijó. Foi lá que fui pela primeira vez a um circo (que coisa deslumbrante!), que tive a minha primeira harmónica ou "gaita de beiços", que aprendi as primeiras letras do alfabeto, que aprendi a guiar uma bicicleta, que "brinquei às casinhas" com as "meninas dos meus olhos", que pela primeira vez comi castanhas, "queijo amarelo" (flamengo) e o escuro e amargo pão de centeio (só havia pão de trigo e de milho no Pinhão). Ah... foi também lá que entrei pela primeira vez num hospital para levar 5 pontos devido a um grande trambolhão (brincadeiras). Quer coisas mais marcantes na vida de um pobre quinquagenário? Que pode um mero local de nascimento contra a força desta minha afectiva e memorável ligação a Trás-os-Montes?»


Chibo Velho

Apesar de ter nascido em Moçambique, os meus pais são de Bruçó (Concelho de Mogadouro) e lá me fiz homenzinho. Se visitar o meu blogue há lá um link para esse, ainda, pedaço de céu que guardado trago para fins de saudade.


Gonçalo Praça (Vizinhos)

«Eu, um dos não sei quantos dos vizinhos, sou filho de pai
de Moncorvo e de mãe de Mirandela, neto de avós de Freixo e também de
Moncorvo (os avôs também eram transmontanos, não me lembro de onde).
Nasci em Lisboa, mas acho que ainda conta, não?»


Miguel Pereira (Em Busca do Tempo Perdido)

«Depois de uma ausência do país e do mundo (este, dos blogs) por razões mais ou menos profissionais, regresso ainda a tempo de responder à sondagem do Homem a dias. Não sei calcular a percentagem mas considerando um pai e uma mãe de Vila Real, acho que deve ser elevada. Pelo menos sente-se como tal e cada viagem para lá para trás dos montes, sente-se sempre como um regresso a casa.
E mesmo sem partido regional, não há dúvida que temos qualquer coisa de especial em comum. Como para além disso ambos criámos raizes em Matosinhos, é caso para dizer que estamos duplamente de parabéns.»


Manuel (De Direita)

Eu, transmontano me confesso. Mais, a minha mãe toma café com a mãe do Aviz, estando como tal terminantemente proibido de discordar dele. O mesmo em relação aos Morais Sarmento de que falava o Mata-Mouros.
Como dizia o nosso Primeiro Durão Barroso: «Os transmontanos estão em todo o lado.»


Fernando Gouveia (Periférica)

«Pois é, no dia em me predisponho - finalmente! - a incluir o Homem a Dias no restrito grupo de blogues (e afins) que têm direito a link no blogue da Periférica (A Oeste Nada de Novo), descubro que o homem é 50% transmontano!
Pois bem, contabilize aí o pessoal da Periférica e do Oeste. Não somos todos transmontanos - ou sequer portugueses (já ultrapassamos os 70 colaboradores) -, mas o 'núcleo duro' é. O centro de poder, digamos.»


Rui Ângelo Araújo (Periférica)

«Passei agora pelo «Homem a Dias» e tomei conhecimento do
seu 'inquérito sumário e uma nadinha xenófobo'.
Hesitei. Por timidez, antes de tudo. Por não ter a certeza de ser um blogger.
Nasci em Trás-os-Montes, vivo em Trás-os-Montes - não sei se sou transmontano.
Afira da nossa transmontanidade. Do cabimento no seu inquérito bloguístico.»

[Nota da Redacção: o Homem a Dias esclarece que conhece a Periférica e que a considera, provavelmente, a única revista cultural que há no país (Proteste à parte). Mais acrescenta que já acompanha, à distância, o pessoal de Vilarelho desde o tempo do Eito Fora, outra revista notável que nos converteu no dia em que lhe descobrimos uma espécie de homenagem oblíqua a Barroso da Fonte, o monstro das mil crónicas semanais, o paladino do Estado Novo, o maltratado ícone da imprensa regional nortenha. E, claro, a entrevista ao João também foi lida. Isto tudo para dizer que se a Periférica ainda não estava nos links, é porque esta casa possui uma organização vergonhosa.]