sexta-feira, novembro 28, 2003

Grande, bravo e vermelho rio místico

Parece que meia blogosfera já falou de «Mystic River». Peço então licença para humildemente acrescentar:
1) Gostei muito do filme;
2) Não chega aos pés das obras-primas de Eastwood («A Perfect World»,«Honkytonk Man», «Bridges of Madison County»);
3) É, não obstante, incomparavelmente melhor do que 99,99 das porcarias que andam aí;
4) O Sean Penn, embora ameace, não envergonha como de costume;
5) Bem mais consistentes são, é claro, o Kevin Bacon e a Marcia Gay Harden;
6) Ao contrário do João, e dado que a moral é indissociável das fitas de C.E., não julgo que «Mystic River» seja ‘um filme injusto’. De algum modo trágico (como em «Um Mundo Perfeito»), ou magoado («As Pontes...»), a harmonia é restituída no final.
7) Não é, acho eu, o ‘filme do ano’. O filme do ano, falta saber de qual, há-de ser «Lost in Translation», da Sofia Coppola. É cá uma fezada, enriquecida pelas imagens, já vistas e devoradas, do Bill Murray (discutivelmente o maior actor vivo) a fazer karaoke de «More Than This» - um momento de desolação como poucos na história do cinema recente.