quarta-feira, setembro 15, 2004

Jukebox

Não é vergonha se disser que só tenho tido ouvidos para o único disco da Goldie Hawn (“Goldie”, 1972), pois não? As canções, de Joni Mitchell a Dylan, são boas, e entre elas inclui-se a fabulosa Pasadena, celebrizada por Al Jolson. Mas, mesmo que não fossem, eu ouviria qualquer coisa que saísse de uma boca próxima daqueles olhos enormes. Confesso: acho a dona Hawn a actriz mais linda que o cinema nos deu nos últimos vinte, trinta, trinta e cinco anos (ela começou – Cactus Flower - quando eu nasci). Ainda por cima, não querendo apregoar discriminações raciais, a moça (que tem a idade da minha mãe) possui óptimos antecedentes genéticos. Ou, como canta o Adam Sandler, Paul Newman’s half Jewish and Goldie Hawn’s half, too/Put them together – what a fine-looking-Jew (embora entradote).