quinta-feira, janeiro 13, 2005

Posta restante: ainda os três minutos

Escreveu-me a Cláudia Monteiro:

Fiquei incendiada (no sentido raivoso) quando estava no aeroporto e a senhora do free shop me mandou calar porque estavam a respeitar os três minutos de silêncio para as vítimas do tsunami (eu não sabia, tinha acabado de chegar de férias e estava portanto longe da ditadura de solidariedade europeia). Calei-me por boa educação, mas fiquei incomodada com este desígnio institucional que decide quem deve calar-se e por que causas, e a que horas do dia. E senti-me bastante infantil ao embarcar numa revoltazinha que consistiu em carregar nos sprays das amostras de perfume... Será que a moral e os bons costumes me perdoarão?