sexta-feira, maio 06, 2005

Mil Folhas (e um café, sff)

Gosto muito do Francisco, mas, enquanto romance português contemporâneo, Longe de Manaus é uma vergonha.
Possui: uma estrutura narrativa ultrapassada (i.e., conta uma história, ou várias); personagens vivas; situações plausíveis; regras gramaticais e gráficas; prazer.
Não possui: aquele ennui indispensável à novela actual (género estou para aqui ao computador mas a minha vida não é isto); texto que se esparrama pela página abaixo, formando um poema concretista ou as soluções das palavras cruzadas; desabafos adolescentes perpetrados por cavalheiros de meia-idade; denúncias.
Para cúmulo, está escrito em língua de gente. E notavelmente escrito. Assim não, Francisco.