quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Chama-se o dr. Moniz ao bloco operatório

A propósito da ridícula prisão do ridículo sr. Irving, Vasco Pulido Valente escreveu aqui o que a sensatez manda escrever sobre o “negacionismo”. Mas uma pessoa acede aos comentários do referido post e percebe que alguém se esqueceu de fechar a jaula: hordas de excêntricos, munidos de teses conspirativas e “provas” da falsidade do Holocausto, acotovelam-se para ganhar um improvisado concurso de demência. Embora seja dificílimo escolher o vencedor, para mim é um tal Pedro Botelho. Após investigação apurada, o prof. Botelho descobriu que, das oito pessoas que se escondiam no “anexo” de Otto Frank, apenas uma terá morrido em Auschwitz. As outras, incluindo a célebre Anne, finaram-se em Bergen-Belsen, em Buchenwald, etc. Logo (e abre-se parêntesis para uma enorme elipse historiográfica), o Holocausto “não passa de um mito”. A lobotomia ainda faz muita falta.